Passo 1: tu vai flertando, assim, como quem não quer nada e tal. Sintoniza o humor, prepara a postura e vai pro seu canto. Começa o ritual de invocação ancestral. Os que já fizeram antes, pegam você pela mão, sem ensinamentos, energia só. O diabo mora na hesitação, ninguém vem sozinho. Então, ó, vigia. Não ouve essas merda que ele fala. Vai na tua, campeão. Saca comé? Step two: don’ worry. Sem censura, deixa isso pros gambé, milícia e os carai. Acredita na tua vivência. Da sua boca só sai palavra que é tua, presa nos dente, entre os molar. É um vale-tudo de inspiração, vontade, revolta e vingança. Joga tudo no liquidificador e mete um Alok, Jeneci ou Hungria, sei lá. Passo 3: último passo. Faz a Cora Coralina e mete o pé, não se prende em gramática, vai na automação psicossomática. Senta o dedo na emoção. Não edita nada, sai quebrando. Nem respira, vacilão. Sai catando palavra e deixa o baile comer solto. Faz teu corre, se ficar só lendo o tempo todo… vai vendo, nego passa por cima e dá ré. Tiro, porrada e verso, e rima. Sucesso, te entendo! noix, mano. tmj
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TUTORA. 15.12.2020
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