Daqui, de onde se pode observar, existe um esforço alheio que brota do mesmo substrato. A tinta bruta derrama-se em gotículas, mistura-se, perde o tom. Da pele, o arrepio. Do ar, o som e a fúria dos números intangíveis. Perde-se o limite do bastidor para a tela viva, que rompe com a história. O belo passeia pelas atitudes. Proporções decantam no fundo do rio, nas paredes vazias. A rua, rejeitada, fecha-se. Descem as portas, abrem-se os clarões. O dia em que a terra parou foram muitos até aqui. A memória, assim como se conhece, aguarda em sala escura, em reservas. Técnicos correm, salvam, esterilizam, definem rotinas. Artefatos modernos rompem com a antiga realidade. Carro se converte em fole. Não há direção, só o sopro de esperança. O último a morrer hoje, fecha a conta. Apaga-se a luz. A corporação queria engolir o mundo. Lá está, escondida sob a mesa do “home office”. A “live”, sentir-se vivo na transmissão. Por que dividir a língua e não as hélices? Um dia a bota caberá novamente na mala de viagem. Não deu para economizar, não nego. Empatia tem limite, é muito “scusi” e pouco prego.
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PREGO. 06.04.2020
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