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312. OU NAO. 07.11.2020 312

Este texto está escrito para não ser lido. É um texto não texto, é um texto dadá. É sem sentido, não conecta, não traz relevância. É um texto que se perde no papel pixelado, que se desfaz em substantivos, em verbo imperativo, soltos e alados. São palavras apáticas. Tentam reverter para si os holofotes. Conjunções adversativas que na falta de semântica, de símbolo, de signos e significados: nada. Suco de laranja do guarda-costas que serve à declaração de ser livre o discurso, quando não se tem acordo. Mas em tudo há representatividade, quando não há, o povo levanta o brado. O post de hoje é um post para dizer que os posts desse blog existem. Mesmo que não seja o dia de hoje um dia de artigos de opinião, de crônicas do inenarrável, de água e sabão. Está lavado o assento, o chão perde o vermelho, a casa está branca. O maior benefício propalado pelo povo é o da dúvida. Análise do discurso de quem diz, mas não fala. É fé, amor, razão e bronca. Esse post é um desaforo. É um ela sim/ele não. É para ser lido no futuro e dar risada da ousadia da publicação. Apagar a fogo no chão! Explodir sua luz no apagão! 2020 é o ano ou não?