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236. INTEGRO. 23.08.2020 236

Os primeiros cristais caíram avisando da avalanche. Um, luta pelo outro. Frio contra fome. A esperança levou uma bica e foi parar debaixo do barracão, caiu pela rua na perseguição – roubaram o ar. Como respirar fundo? Tiro, fumaça, saudade e medo. Jonas, músico, sorria em janeiro. Casamento de gente querida, estranha, clientes felizes. Se ao menos tivesse um telefone… Corre! Que o que der para levar… Fotos, cadernos, brinquedos. Luxo, passado, vontade para depois da chuva. De bala, morreu assim. O assassino tocava baixo. Corrompido. Mas chutaram também uma arma para perto do desespero, atendido. Um gatilho. Por que não? Quebrado, molhado… Sossego. O sol da manhã chegou para ver o estrago. O gelo, desconcertado, irredutível, não cedeu! Tapou com peneira gelada o que todo mundo já havia presenciado. Fu***!