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180. FMFB28 BEIJO. 28.06.2020 180

Quem sou eu, meu amor, para fazer análise de filme, crítica de cinema? Eu não tenho roupa para opinar. Mas, preso dentro de casa, você pode ser o que quiser. Tempo para praticar não me falta. Nem precisarei mentir no currículo esse doutorado. Só percebi quando me pegaram ao final. Safados. Tentaram, tentaram e conseguiram me vender o “clichê-cilada”. O beijo entre Steve e Peggy. E não vou dizer qual o nome do filme, eles não me disseram nada também. Que tanta porradaria, tiro, guerra, viagem no tempo, na verdade se tratava de uma grande e inequívoca história de amor. Eu aceito, foi ótimo. Dei várias piruetas antes de descer o tobogã do fato padrão. O nosso senhor pai amado fez com que o mundo parasse agora, por razões que me faltam aqui. Mas ninguém parou, as bandeiras estão aí sendo levantadas. Portanto, senhores roteiristas, chefões do cinema, exijo que mantenham os heróis pretos e que o Bucky, mesmo rejeitado, possa sentir o doce gosto dos lábios do capitão. Desse “shipp” não abro mão. Não é não!   Antes disso… CADÊ MEU HERÓI TRAVESTI, MERMÃO?