Quem sou eu, meu amor, para fazer análise de filme, crítica de cinema? Eu não tenho roupa para opinar. Mas, preso dentro de casa, você pode ser o que quiser. Tempo para praticar não me falta. Nem precisarei mentir no currículo esse doutorado. Só percebi quando me pegaram ao final. Safados. Tentaram, tentaram e conseguiram me vender o “clichê-cilada”. O beijo entre Steve e Peggy. E não vou dizer qual o nome do filme, eles não me disseram nada também. Que tanta porradaria, tiro, guerra, viagem no tempo, na verdade se tratava de uma grande e inequívoca história de amor. Eu aceito, foi ótimo. Dei várias piruetas antes de descer o tobogã do fato padrão. O nosso senhor pai amado fez com que o mundo parasse agora, por razões que me faltam aqui. Mas ninguém parou, as bandeiras estão aí sendo levantadas. Portanto, senhores roteiristas, chefões do cinema, exijo que mantenham os heróis pretos e que o Bucky, mesmo rejeitado, possa sentir o doce gosto dos lábios do capitão. Desse “shipp” não abro mão. Não é não! Antes disso… CADÊ MEU HERÓI TRAVESTI, MERMÃO?
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FMFB28 BEIJO. 28.06.2020
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