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177. FMFB25 MEU. 25.06.2020 177

Quando eu ainda exercia a função de publicitário, percebia um comportamento comum aos redatores: objetividade. Se começássemos a devanear, rir e fugir do assunto, o redator era o primeiro a desenhar as linhas do desconforto nas feições. Só hoje consigo perceber, escrevendo diariamente, que talvez fosse o medo da borboleta escapar da rede. Isolar-se do grupo e começar o “job” o quanto antes era um processo, necessidade.  Isso me ocorreu agora há pouco. Passeava eu pela casa e tals, né, tive um “insight”. Pá! (para não perder os jargões do meio). Mas, ao entrar no meu quarto… garota, tu não pode imaginar o susto que a lagartixa me deu. Oferecida, toda arreganhada na janela tomando um ventinho. Correu também, assim que me viu. Quase pude ouvir um “eita porra, ele chegou”. Eu rindo de cá, coração mil bpm (não confunda com “Business Process Management”) e a bicha, provavelmente, contando para as baratas que se assustou quando alguém entrou no quarto dela. Esses bichos são iguais aos gatos, é tudo deles e a gente que se vire com a automedicação.  Para concluir – e provar minha tese, de que a casa não nos pertence -, veja se por aí existem formigas, de qualquer tamanho… Deixei umas cascas no chão perto das plantas. Passando alguns dia, cadê? Consegui flagrar a última operária terminando a limpeza. Com certeza reclamando, dizendo que não aguentava mais tanta bagunça. Resumo? Na vida, lá fora ou na privacidade do cafofo, se você não faz, outro vai cumprir o papel. Igual, ou melhor, que nós mesmos. Estando você feliz ou não com a verdade, preguiça ou ignorância. Nunca estaremos sozinhos, nem por um instante.  O preço da liberdade é a eterna vigilância (você sabe que essa frase não é minha…), mesmo vinda de insetos, lagartos ou um espírito desencarnado de alguém que morreu ali antes de você se mudar. Eu recorro à pajelança.