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123. DIREITO HUMANO NUMERO 2 NAO DESCRIMINAR. 02.05.2020 123

Nascemos livres e iguais. Somos perfeitos e parte de uma família única: a raça humana. E sendo humano, cometemos erros… – Vovô, foi o maior drama para eu conseguir o carro.  – Percebi. Demorou uma semana.  – Desculpe, não podia sair imediatamente. O que fez durante todo esse tempo? – Você sabe que não se passou nem um minuto para mim, não sabe?  – Sei… Um dia vai me deixar dirigir?  – Não. Você é péssimo motorista.  – Obrigado, então, não se importa se eu voltar com o carro do “meu pai” dirigindo pessimamente até o outro quarteirão.  – Não seja tolo. Preciso das peças. Vamos logo.  No ano de 2020, aquele terreno se tornará um grande ‘shopping’ onde os filhos de Lucas poderão ir ao cinema. Naquele ano, era apenas uma obra abandonada com um velho precisando de ajuda. – Eu sei que já conversamos sobre centenas de vezes, desde que você apareceu na porta do meu colégio. Inclusive, obrigado pela decoração, estava demais.  – Roubei dos seus filhos. K99 estará conectada ao VOLP, não perceberá.  – Por favor, poderia parar de me dar ‘spoilers’ sobre meu próprio futuro, vovô?  – Desculpe, vamos falar do passado então. Tudo pronto. De volta ao ano de 1979.  – E nada de encontrar sua mãe novamente. Isso pode ser catastrófico, não vamos nem comentar o fato de seu pai ter se casado com a Shirlei, devido ao seu pequeno descuido de principiante.  – Foi melhor pra ele, não seria possível salvar minha mãe.  Os objetos em volta da oficina improvisada dobraram-se em pequenas partes. Os óculos foram postos, os dois andaram na direção do carro. Lucas olhou mais uma vez, as instalações haviam desaparecido completamente. – Que ano conseguiu essa tecnologia?  – Legal, né? 3000. Nem pense… Você ainda está em período probatório, rapaz.  O jogo ainda estava no início quando a poeira atrapalhou a escolha dos times.  – Maneiro. Um DeLorean.  – Ei, garoto. Sua mãe está no hospital, parece que vai morrer. Vamos.  – Quem é você?  – A pergunta correta é: você vem ou não, Daniel?  Dentro do carro, o garoto olhava assustado tantos botões.  – Não toque em nada, ou seu dedo pode ser decepado por uma engrenagem mal lubrificada. Aliás, adeus.  Em frente à sua própria casa, o garoto foi retirado do carro sem explicações. Daniel encontrou a própria mãe na cozinha preparando o jantar.  – Vovô, e se ele contar algo? Por que o tiramos do campo de futebol e o trouxemos para casa?  – Primeiro, você faz muitas perguntas. Segunda, instalei um criptografônic-BTz40 em minhas cordas vocais. Se eu digo o seu nome, esquece até de respirar.  – Ele vai morrer?  – Não somos assassinos. Daniel só vai esquecer que nos viu. Precisava ser retirado daquele jogo em específico. Aqueles biltres o escolheriam por último da pior maneira. Adolescentes são uma doença mental a ser superada.   – Nós o salvamos?  – Deste trauma sim. Causaria a morte da própria mulher; uma das mães dos 30 bebês do milênio. Algo a ver com masculinidade frágil. Mas evitamos um grande nó em sua personalidade no dia de hoje. Coisa de estatura, viu como era baixinho?