Durante um sonho percebeu algo familiar. A gaveta se abriu. Manu pegou o estilingue e colocou embaixo do travesseiro. O copo cheio refletia as primeiras luzes. Antes mesmo de abrir os olhos, passou a mão, nada. Sentada na beira da cama ouviu o assobio pesado da madeira. Lá estava o brinquedo. No natal daquele mesmo ano, um pesadelo foi tudo que restou. Ao lado da munição a peça cromada reluzia. A água secou, a madeira envelheceu, a gaveta emperrou.
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CRIADO MUDO. 04.08.2020
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