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218. 1097. 05.08.2020 218

– E você já fez isso antes? – Por quê? Está duvidando de mim? Palavra de homem! – Ainda faltam cinco anos para virar homem. – Cara, tiro a roupa e pulo agora, quer ver?  – Não, é que… não sabemos o que tem lá em baixo.  – Água. Lá embaixo tem muita água. Qualé, Lucas? O trem só vai passar daqui a uma hora. Você vem ou não? – Pula você então. Para que precisa de mim? – Preciso garantir que não levem minhas roupas outra vez. Agora todo mundo na cidade sabe que sou circuncidado.   – Eu também vi, digo, me contaram. Jamais faria uma coisa dessas, Artur. Por favor, nunca duvide de mim.  – Então prove.  – Como?  – Pule primeiro e saberei que posso confiar em você.  – Mas não é muito alto?  – Esquece. Vamos embora! – Não! Tudo bem, eu… eu posso pular. Não me parece tão alto daqui. Além disso, está muito calor hoje. É uma boa ideia. – Já tirei a camisa… não vai tirar a bermuda, pelo menos? As buscas duraram cerca de 72 horas. Nenhum vestígio que ajudasse na investigação pelas motivações do suposto suicídio foi encontrado. Os jornais procuravam relacionar a morte à carta anônima encontrada na porta da igreja.   *** – Muito bem! Artur.  – Obrigado, mestre.