O zíper luminoso varou o céu, abriu um clarão. Atmosfera terrestre e suas frescuras era o que ouvia. O atrito escalpelou o que quase não podia ser chamado de alguma coisa. Esticou a rede alto que só… perdeu equilíbrio. Nada de carona. Aquele corpo áspero, estrangeiro – rude mesmo -, chegou. A explosão aconteceu, ele caiu. Mas não dá para saber exatamente, localização certa mesmo. É um eu acho que foi ali, contra um deixa pra lá. Mas ele veio luminoso, agressivo, mas maravilhoso. Deslumbrante mesmo a palavra. Quando a natureza pede assim, com beleza, a gente entrega e ainda agradece. Outro desses não se sabe quando. Os sinais é que já estavam aí, antes mesmo da queda afirmar.
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BOLIDES. 18.08.2020
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