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232. FORJA. 19.08.2020 232

Sentado na areia, outros nadam. Afoga os dedos nos grãos, abre os braços e o corpo deita. Os raios ferem intimamente as retinas. Cegueira momentânea. Um chamado, tantas vidas atendido, sustenta a casa, sólido. Anda como sombra, reflexo escurecido, do lado avesso do piso. Segredo entre paredes. Mergulhos em sorriso raso. A pressão da água. Deslocado, fôlego vencido. Salto ornamental final… Oceano.