Não encontro, de novo, a faca de cortar o limão. Fico puta da vida, cara. Não pode ser uma faca de serra, de cortar pão, não. Eu preciso do objeto certo. Encontrei na imundice de gordura no bojo da pia. Festa aqui em casa dura dias: um de farra e mais uns dois de preguiça. Fui sem caipirinha mesmo, peguei o celular e sentei na cadeira atrás da cortina, na penumbra. Eu não me escondo, eu observo e analiso. Tenho certeza que é ele. Um dia eu pego… Deixa estar… Caralho! Ele apareceu. Cadê a porra do carregador do meu celular? Inferno!
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FURO. 17.08.2020
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