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198. ATAVISMOS TRANS. 16.07.2020 198

Entre masculino e feminino encontra-se um vale a ser descoberto. Mata virgem, fechada. Imaculada, eu diria. Mas é preciso o talho para que o látex jorre. Foram conquistas, uma a uma. Conhecimento científico foi sendo construído. No século XIX, as ciências tomaram forma. Os formalistas da primeira década do século seguinte lapidaram alguns aspectos. Obrigado, Modernismo, Semana de 22, pós-guerra cheio de tecnologia. Anos 70, tudo liberado. Engraçado… se observarmos bem, no meio desse bololô, um monstro dormia e acordava de 30 em 30 anos. Menina, uma geração! Não é mais ou menos isso? Esse atavismo, esses espasmos, ainda persistem – e a gente lá descendo na boquinha da garrafa. E olha que o lombo desse nosso planetinha já encarou, vai, umas cinco mil gerações? Deve ter sido o É O Tchan, Nintendo ou Pogobol; Alguns desses caras aí fritaram nosso cérebro em algum intervalo do Show da Xuxa, porque criamos pessoas que ainda não sabem dividir palavras e insistem em dizer que não. Vilão não é tudo igual. O tempo também não. Mas se quiser começar direito, separar palavras e se comunicar, pode começar repartindo algumas siglas, digo, sílabas. Reescreva, entenda a transliteração dos faros. Coisa que até o Novo Acordo Ortográfico, dessa mesma década de 90, respeita e mostra os efeitos da ciência, da língua, claro. Só que não.