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197. ATAVISMOS RECARREGAVEL. 15.07.2020 197

Estamos na era da tecnologia. Todo mundo sabe, mas se eu disser que inventaram um dispositivo que imprime no imediato instante em que escrevemos – e não precisa de tomada -, ninguém pensará no lápis ou na antiga Hermes 3000. A primeira vez que interpelaram-me sobre tal questão, não acertei. E se você já sabia dessa, não vale. O que vale é a reflexão de que não é necessário ser o “sabe tudo da parada”, ou perseguir ideais impossíveis. Temos o Google, temos as mídias para apontar alteridades. As estrias já estão na televisão. (Salve Martha Rocha ). As coisas horrorosas de que somos capazes de fazer uns aos outros já estão explícitas por meio de câmeras de celulares. Mas e pensar diferente? Buscar diferente, que difere parcial ou totalmente; que não é semelhante, igual ou idêntico; distinto. Veja que cidadão distinto atravessando a rua, tão distinto que o aprisionaram. Quanto aos objetos que possuo, tenho uma regra. Passou três meses sem uso, começo a repensar se vale a pena manter. Existem poeiras sobre nossos pensamentos. Revisitar conceitos e espanar baboseiras ultrapassadas é ótimo para o “feng shui” sináptico. Isso é um exercício prático que executo de tempos em tempos. E olha, te falar viu? Muitas vezes reencontro algo tão valioso que, ao invés de descartar, só é preciso recarregá-lo ao tirar do armário.