Tamo aí, né? Momento de várias “live” bombando, pá e tal. Me inscrevi! Tomei coragem e consegui espremer mais umas 10 horas aí na rotina (Milagre?). Menina, era uma dessas lives, barra cursos, “hypadas”. Ao final, o aviso que eu poderia ser cortado pelo sistema de cotas: 30% destinado a pretos e indígenas. Eu falei “ok, girl. Count me in” e cliquei em enviar. Amooore, nossos e-mails já estão prostituídos pela rede, esse botão não me assusta mais. Aguardei um dia, dooois, no terceiro… nada. É que estava em outro e-mail. Criei mais um, mais seguro. Tédio, né? Ave Maria, lá vinha o resultado, a notícia: infelizmente sua vaga não pode ser efetuada, senhor Raffael. Eu já li aquela frase com entonação da funcionária pública com prisão de ventre, no terceiro copo de café antes das 11 da manhã. Mas aí, gata, me lembrei. Era a vaga da cota, lá. Da possível não seleção e tal. Minha pressão arterial já foi baixando. Fui ficando calmo e encontrando as melhores palavras para minha decepção. Quem me conhece, já sabe como eu respondi: “Mas é um prazer ceder a vaga para outra antifascista guerrilheira. Cês tão mais é certo. Brilhem e eu daqui vou assistindo aos vídeos por “aquela” rede social de vídeos. Não me preocupo com certificados”. A pessoa, fofa, respondeu como se eu também fizesse parte do time. E quer saber? Eu sou sim, sou mesmo. Senti na pele, e não figurativamente falando, a dor em ser eliminado. Não gostei, óbvio, nem vou mentir, mas pelo motivo, por mim, está lavrado em cartório. Que me cortem mais vezes, POR FAVOR! Horas extras para faculdade fica para depois. Tem uma galera boa que, antes, precisa mesmo é ocupar o espaço interditado. Mais uma vez, salvei este necessitado mundo sem fazer nadica de nada. Estou o quê? Aprovado!
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ATAVISMOS LOGO EU. 18.07.2020
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