De cabelos azuis, renasço. “É meu o corpo”, brado ao chuveiro, que me lava as escolhas. Água quente, corpo-fio. Quem me dera passar por Klee – preso, mas admirado. Tudo é primeira vez quando turquesa. Quero-me sujo ou mal lavado, estaria só e inalterado. Se me pedes a mão, lavo. Se me prendes num “box”, ralo. Meu corpo é templo, tenho limites. Sua ordem: pretérito (o imperfeito), assim como quando me desboto. Se houvesse uma fruta azul na natureza, esta seria eu. Mas é raro.
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ALTERIDADE. 31.05.2020
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