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305. SOLA. 31.10.2020 305

No gramado, crava os dentes, não demora. Na cozinha, anda em círculos. Na barata, só encosta – uma única vezinha. Criou filhos. Inúmeras vezes se despediu, foi e voltou. Já andou parada, quase se sujou de bosta. Perdeu o par. Vê a beleza do mundo em intervalos. Cenário alterado a cada subida para respirar. Se gostar de algo, vai ser assim: um relance. Curiosa, se desvira, é a morte! Sua cina é o breu. Sua sorte é voltar.