Herdou da mãe, entre outras coisas. Todas jovens. Cresceram juntas no apartamento que aumentou sem alargar paredes. As entregas levaram seu irmão. Moto é uma desgraça na família. Para quem dirige também, o pai, na linha de ônibus do bairro, levou um tiro de raspão. Infecção de hospital público é uma roleta. A coisa ficou russa. Aos dezoito, essas eram as duas histórias contadas às plantas. Escutavam atentas ao sofrimento, ávidas por detalhes. Espada de São Jorge montava guarda. A cada regada, entumecia a base exibindo envergadura. Cresceram rápido, o verão é ótimo para todo tipo de ser vivo. Numa dessas madrugadas quentes, a terra tombou. A seiva deixou um rastro até a cama. O dragão venceu. A simbiose entre a, agora mulher, não mais menina, e a gangue de singônios. Quem passa estica o corpo para acreditar. O barraco obstruído por uma vegetação densa. Não se ouviu mais a voz. Imagem, apagada na camuflagem. O cadáver se tornou adubo. Nascia naquele circunscrito espaço um comitê, com os mesmos problemas de organização, mas, agora, finalmente, livre de pessoas.
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MADURA. 14.08.2020
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