Saiu sem hora. Abriu o jirau e deitou com órgãos virados para o centro da terra. Caninos prateados entravam e saiam no bife macio. O homem de luvas envolveu em plástico o pedaço de carne. Nada de porcos à mesa. Na juventude, aos 13, a ave furiosa cravada na perna. Acorrentado à cama por um verão inteiro. Largou a escola velha. Saltou de tribo em tribo. A namorada aguardou para cuidar das feridas. Chegou exibindo o traço. Aquarela tapou a escala de cinza. Toda a área redesenhada. Na madrugada, enquanto dormia, o ataque. Éolo veio buscar as cinzas. Levantou os panos da viúva para o deus do Olimpo. O pássaro mitológico ressurgiria em novo substrato. Traição! O lampejo fálico irrompe outra caligem viúva. Nascia aquela sem nome, de tez impenetrável, sem saber qual pai vingar. O ovo apareceu aos 14, poucas semanas depois, pela primeira vez, sangrar.
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FENICE. 15.08.2020
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