Tenho uma coleção de teclados de computador, modesta, mas, ainda assim uma coleção. Amo lojas de produtos importados. Pergunto preço, detalhes (se for de pilha, nem pensar), experimento – digito cartas no balcão do vendedor – o chinês ri, sempre acham graça -. Dependendo do preço, levo. Precisei visitar meu acervo de periféricos, posto que o teclado daquela famosa empresa da maçã era… pasme: de pilha. A tampa de desatarraxar é até fácil demais de abrir, quando se tem uma moeda. Quem? Quem hoje tem uma moeda, assim, de bobeira, pondo a tela do celular em xeque? Abri o maleiro e comecei a busca por outro teclado que tivesse conexão USB, com fio mesmo, que não me abandonasse no meio do verso. Sabe o que foi que me aconteceu? Encontrei um livro, desaparecido há meses! Ah! Danado… foi ali mesmo, no banquinho. Sabia exatamente o que precisava dentro dele, e a página, e a linha. A hora passou. O computador, cansado, mouco, entrou em “repouso”. Já o que eu procurava… esqueci. O fim (das pilhas) justificou o meio (do capítulo interrompido). Não era importante, podia esperar… repito: não era importante, alguém sempre vai esperar.
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GUARDADO. 04.11.2020
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