O fato é que há muitos anos o comércio de autômatos dominava alguns setores, não oficiais, na Via Láctea. Em especial, no planeta Terra. Sendo específico, nos esportes de alto impacto e desempenho. Os títeres eram enviados clandestinamente da divisão DiX-Bi, uma estrela industrial com tecnologia de ponta para transformar qualquer coisa em comódite. Viram uma possibilidade de enviar droides jogadores para a terra. Para conseguir enviar material com a máxima assimilação entregavam o “esqueleto” à LAR.I.S.S.A. Um satélite aduaneiro que revestia matéria incompatível com biotecnologia atualizada, vestes orgânicas. Com a pele sequenciada, era enviado ao planeta destinatário. Só uma coisa era necessário: DNA fresco e original. – Agora, posso ajudar o senhor oficialmente nas missões, gostei. Mas não estou preparado. – Ninguém nunca está. Depois que sairmos deste vestiário fétido, vamos realizar uma cerimônia de batismo. Você precisa de um nome novo, garoto. Mas não agora, depois. Vigie a porta. Doutor Clive aproximou-se do corredor de armários. Lá fora, podia ouvir a multidão torcendo com o início do jogo. Vanessa usava a DualShot para extrair material genético do jovem de apenas 17 anos. Fraco demais para reagir, Ronaldo sofreu a retirada completa do material. – Nenhuma detenção injusta… o que acha de largar o garoto? – Quem é você, velho? – Esse modelo é excelente. Eu o desenhei para extrair amostras no espaço. Atirar nano paralisantes que retornam para o tambor de municiamento cheio de matéria orgânica. Fantástico. Não acha, Vanessa? – Você desenhou essa arma… Então você é o Doutor Clive Brown… E daí? – E daí que o amigo de um amigo, me disse que você tem contatos no Laborátorio de Inspeção e Supra Subserviência Autômata. – Rian… – Então, mentiu para mim… no futuro. Você me disse que o conheceu depois de conseguir o aporte com “esta” jogada suja. Que bom que eu nunca menti quando disse que existia uma trava de segurança para modelos como esse aí. – Eu preciso dessa amostra. Por favor, não posso enviá-lo. Só preciso de um destes. O frasco cintilava pelas frestas. A luz do holofote invadiu a sala de banhos, onde o jogador encontrava-se encolhido à míngua. A luta entre o senhor e a futura agente MIG foi travada no chão molhado. – Garoto! Pegue a arma, não aponte para mim. Aponte para ela. A primeira oportunidade como agente espacial honorário não causou impacto. Ao deslizar no azulejo disparou contra o professor. – Boa garoto. Sempre ajudam em uma missão. Passa essa arma pra cá. – Rian, traga a Marshmallow, tudo certo aqui. Do outro lado do estádio Rose Bowl, Gisele aguardava dentro de um opala preto. – Então, por dentro, é o mesmo carro? – “Perfeito. É uma técnica simples de registro de padrões de interferência de luz: em 2018 chamam de holografia”. – Podia ser mais confortável aqui atrás. – “Não poderia dizer. Só tenho a informação de que o Doutor gosta muito desse modelo. Viu em um filme.” – Lucas? – Trinity, preciso de ajuda.
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DIREITO HUMANO 9 NENHUMA DETENCAO INJUSTA. 09.05.2020
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