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138. DIREITO HUMANO 17 O DIREITO A PROPRIEDADE. 17.05.2020 138

Sentado à beira da cascata de arquivos, Glitch e Lilás competiam. Ela, tentava adivinhar um objeto, ele, uma palavra.  – “Glamavrum”. – Não existe, você inventou.  – Tudo é inventado, Lilás. As palavras, assim como os objetos, nascem de uma vontade. Algo que precisa ser lembrado, precisa de um nome. A primeira pessoa a usar uma palavra, passa a ser dona desse conjunto de sons. Todos têm direito à propriedade, mas essa posse se configura melhor em objetos.  – Escreva e será sua, Glitch. Prometo. Se eu inventar um objeto… posso ficar com ele?  – Glamavrum é minha?  – É.  – Terei uma tribo só minha. Poderei ensinar o que eu quiser e aumentar o idioma em infinitas palavras “Glitcherianas”, mas antes, voltemos ao trabalho. Trinity está no modo automático, preciso quebrar o código. Você vem? – Não encontrei nada com o Professor. Tentamos o neto, o Lucas?  – Melhor ir “desfiando”… já abriu os capítulos da filha do casal? Em algum lugar tem um erro no código que permitiu que eles rasgassem o “Véu de Lilás”. Antes do Doutor Brown, ninguém havia saltado no tempo, ou nas dimensões. Isso é arquivo secreto.  Glitch balançou uma pasta e virou-se para continuar o trabalho de extração do “core” de Trinity, instalada no DeLorean terráqueo. A duquesa de BabaBoom puxou novamente o livro da Terra-263.  – Foram parar no Brasil… Foi você quem desenhou a Terra-263, Glitch?  – Não crio, só ajudo. Reveja os fatos importantes sobre a família Torres. Brasil era uma carta na manga sobre alguns recursos não renováveis que instalei por lá. Mas eles mesmos descobriram, separei os continentes para dificultar. Esses escandinavos… Conseguiram exílio nesse planeta depois do tratado interdimensional… Paz de Bruqueosnav. Pra mim, foi sabotagem. Estava tudo indo bem. O que encontrou aí?  – Um detalhe com a filha.  Chegaram no porto de Altamira com pouco mais que as roupas do corpo. O casal e a filha, Liana.  – Como vamos sobreviver aqui, Clive?  – Eu sei que parece terrível, mas viemos ajudar o presidente a levantar uma vila no Amazonas, estão construindo uma estrada colossal. Você acredita que não existem ambientalistas aqui? Um paraíso, Sarah. Com pouco anos, retornaremos ricos para casa. Muitos migrantes, e imigrantes, juntaram-se ao professor e sua família. Inclusive, um homem, também estrangeiro, poliglota GMT, e sua família, formaram a primeira comunidade científica de Altamira. Com a instalação do telescópio, começa a escalada rumo à fama interdimensional do Doutor Clive Brown.