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135. DIREITO HUMANO 14 O DIREITO A ASILO. 14.05.2020 135

Durante a luta corporal entre Vanessa e o doutor Clive Brown, um detalhe importante é necessário mencionar: a trava de segurança foi acionada. E ninguém, nem mesmo Vanessa Rian, pôde perceber o que houve quando o neto atirou no avô, no vestiário da Copa de 94.  – Que os jovens fazem tudo ao contrário do que dizemos, ninguém aqui pode negar. Afinal, esse satélite é dedicado a menores infratores. Mas não imaginava que Lucas atiraria em mim…  – Desculpe, vovô fiquei nervoso. Era minha primeira missão oficial.  – Enfim, o fato é que uma trava para uma arma como a DualShot nunca poderia ser acionada. Estamos falando do disparo mais rápido da dimensão T. Por isso, todo artefato que eu crio, obrigado Trinity pela mãozinha, mesmo que virtual, sem ofensas, programo uma contra respostas quando usada contra mim.  – Qual é, Einstein biruta? Explica direito, pô, enrolação.  – Você pertence mesmo a esse lugar, garoto de patins… Em resumo, se alguém atirasse contra mim, com uma de minhas Dual, eu seria teletransportado para BabaBoom. Fim da história. Agora, preciso que saiam de perto. Tenho poucas e boas para dizer a esta repórter mercenária.   – Mas por que BabaBoom? Isso aqui parece uma festa de criança. – Gomas BabaBoom, são regenerativas, e deliciosamente viciantes. Eu não poderia procurar um hospital, teria que explicar muita coisa. Da última vez, uma enfermeira Glix saiu correndo quando descobriu que os homens têm “aquilo” para fora.  As portas da Van se abriram. A vibração dos raios plutônicos arrepiou a pele de Oran-gi. O vento afastou todas as crianças, curiosas com o menino sobre rodas. Lucas permaneceu olhando para o avô.  – Senhorita Lucy News… Não está satisfeita com a matéria pífia que acabou com a minha carreira na Agência Espaço-Dimensional? Ou precisa de mais explicações para entender o que escreveu?  – Prolixo. Chato. E muito rancoroso. Aquele acelerador de partículas não é nada perto do que temos aqui. Vamos, homem, anime-se. O destino uniu você a mim, novamente, para alavancar seus estudos sobre o futuro. Comece dizendo como conseguiu que a garota mecha não explodisse. Como aconteceu com aquele garoto da cidade de K. Um desastre, que aberração. Mas olhe para ela, perfeita.  Allen olhou para baixo. Seus membros biônicos escondiam a saudade de sentir o toque do irmão mais velho, e até mesmo de seu cachorro, Blade, mais uma vez.  – Eu não sou uma aberração.  – Siegfried… A expressão de empolgação desfez-se ao sair da van.  – Combinamos que me chamaria de Mr. Baulman…  – Tanto faz. Este nobre cavalheiro resguarda a liberdade de imprensa, doutor. Os povos têm o direito de saber se seu futuro está ameaçado por tamanho experimento. O Conselho de Ética GMT ainda não foi avisado. Ou foi, Professor Clive “tem algo a esconder” Brown?  Uma garotinha, menor que todos ali em volta, aproximou-se do grupo. A discussão verbalmente carregada contrastava com o cenário rico em cores e objetos lúdicos, como o escorregador que dava para uma piscina de sonhos misturados. Os balões, ao estourarem, faziam rir. Tudo era festa sem motivo. Só alegria e abraços constantes de novos meninos e meninas vindos de toda parte.  – Com licença. Aqui é o lugar onde as crianças vêm para fugir da realidade. Todos têm direito a asilo. Por favor, vocês poderiam sair do nosso satélite?  Ninguém percebeu o clamor de alguém tão pequenino e de aparência tão distinta das demais crianças. Vestida de uma cor que não se podia nomear, Lilás, duquesa de BabaBoom expandiu o que mais tarde chamariam de “O Véu de Lilás”. Todos foram separados da realidade que conheciam. O carro, DeLorean, com o sistema Trinity instalado permaneceu no mesmo lugar.  – Olá…  – “O que houve, garotinha?” – Você está aqui porque tinha que estar. Eu aguardei contente, porém, ansiosa durante muito tempo. Pode me dizer seu desejo. Por favor…  – “Meu… desejo?”…  – Trinity, posso ajudar a restabelecer sua antiga forma. Você sabe que não é um sistema…