Parando aqui para refletir; no começo do ano, não, antes até, em dezembro de 2019, eu pensei que esse seria o meu ano. Preparei as ferramentas que precisaria para tirar as vontades da gaveta, apontei lápis e esperei. Começou leve, um primeiro arranque do trem, mas aquele que já dá um aviso de que será preciso segurar firme. Daí, o trem começou a andar. Pela janela o tempo foi fechando. Vagões foram travados e o jeito foi continuar de onde estava. Igualzinho a brincadeira de criança. Readaptar as posições. Inclusive, eu já estou achando tarde demais falar sobre isso. Mas é que… assim… Botando esse blog no ar, minha terapia de quarentena, me vi obrigado a reler tudo que escrevi. Foram mais de 42.000 palavras. Ufa! Tão perto de algum fim, o do ano mesmo, e o ventinho da coragem bate avisando que ainda há horizonte, que o trem vai curvar. Senta e aproveita o vinho, o serviço de bordo e a falta de poder para decidir em qual estação descer. Qual bilhete vai expirar? Qual vagão pode, ou não, tombar?
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VERIFICACAO DE PASSAGENS. 08.10.2020
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