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160. FMFB8 AMERICANAH. 08.06.2020 160

Gloss, ok. Última conferida para ver se a avó está realmente dormindo. Fones, ok. Cat deixou a casa na ponta dos dedões. Cortorcia o pescoço chicoteando o marco da porta com as tranças. Fez pose e acenou.  – Gata, anos de balé serviram de alguma coisa.  – Fala baixo, yag. Já disse que é Cat. Cat Dellano Americanah.   – A-MaryKay? – Chimamanda… Você não lê, só dirige, Kyara. A limusine não seria percebida pela avenida. Muito menos se Cat abrisse o teto solar e rebolasse em direção ao baile. O cheiro da rua entrava como se fosse a primeira vez. Fresco e geladinho. A posição dos carros estacionados indicaram o esconderijo. A noite foi breve, mas intensa. O movimento furtivo. Planejado como o bote da naja. Agentes da ilegalidade no abandono. Uma garrafa ao chão. Fones pelos ares.  – … E isso foi tudo, “meiri-meiri”. “Don’t judge me”… – Gladistone Silva Barbosa, seis meses de serviço comunitário. Rave silenciosa, essa é boa… A música até que combina comigo: “I’m a bitch. I’m a boss”…  – Tô “free to go”?… “If you don’t wanna see me”…   A dona da noite deixava a sala em mogno carrara. Debaixo da mesa, o juiz batia a ponta do pé no ritmo do rebolado da próxima condenada.