Chegou 2020, a grande pausa. Que azar o meu… século XXI, internet bombando, vários arquivos públicos e eu não consigo organizar a gaveta. Questões… Segundo a Teoria do Homem Sentado, “eu” sou o homem do futuro. O que intervém e constrói a tessitura do texto vivo. Mas vou fazer isso como? Sem julgar o livro? Tenho a paciência de passar pela biografia; pela capa, coloridíssima para ver se o jovem estaciona ali entre um “stories” e outro. Mas eu já chego como…? Quem é essa cara? Quais suas motivações para sentar a bunda, escrever, encontrar um editor e entregar isso aqui para mim? Não pedi nada. Gente oferecida, esnobe. Por isso que intelectual não vai à praia. Fica lá, exibindo-se no tempo. Na moral? Eu nem conheço. Por que compraria BO de uma crítica nada especializada, só para vender? … Pior que eu faço isso. Me compadeço. Vê se pode? Ao chegar o livro… – porque sair de casa mesmo só o bracinho, batendo no fundo de uma panela que já se entregou… Mudando de assunto aqui: é tanta palma que eu bato, que a mão esquerda já olha para a direita e fala “ah! Tá, é você de novo? Já não nos vimos na pia do banheiro? Pela… vamo lá, nona vez?”. Voltando… Ao chegar o livro, é aquilo. Olha para a estante e dá de cara com uma Ilíada abandonada na Questão Homérica. Ulisses em mangá? Nem pensar. Antes, vai ler o original de Joyce. Quer saber, vou adotar comportamentos neandertais e pleitear um cargo fantasma. Porque, pelo visto, morrer está na pauta. Mesmo que seja um falecimento intelectual, por pura preguiça de conquistar o futuro – que de insólito já não tem mais nada.
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FMFB19 CIENCIA. 19.06.2020
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