Certas angústias precisam de espaço para desaguar-se em expressão. NeverOn, assim como BabaBoom, foram locais criados por entidades maiores. A máxima representação de algo interior. Dentro da cada um, dos Filhos da Luz ou das Trevas, pode morar a besta feroz ou um sonho pueril qualquer. Radamés preferiu o desafio do nomadismo interdimensional. Para tanto, algum artefato seria necessário para atravessar as realidades, termo que, no tratado de Paz de Bruqueosnav, ficou conhecido como “saltar” entres os tempos e espaços. Um dos representantes da dimensão T, melhor dizendo, “uma” representante forjou para o amante duas armas capazes de realizar tal função. O grande amor, e motivo da reclusão de sheik Radamés: Naya. – Se juntá-las assim, irei ao seu encontro… NeverOn pertencia a uma classe de véu profundo, onde nenhuma luz chegaria. Algumas casas se recusaram em participar como signatários. O exílio seria a única resposta. Era possível entrar, apenas se convidado, mas não havia saída. – Quem vem lá? Tragam a círio de eletrodos. Ao aproximarem o barco, Radamés apertou os olhos. Os dentes brilhavam no escuro. O pavor nos olhos revelaram a visita: – Homem ao ar! – É um sheik? – O que um filho do Sol faz em NeverOn? – Pois sim! O que foi? – Capitão, um sheik, um filho da… – Zeig? Eles não foram capturados pelos Dix? O deslocamento de ar empurrava o rapaz e seu tapete mais para longe. – Parem. Desçam a âncora, homens. Vamos resgatá-lo. – “Resgatá-los”, Capitão. O tapete é da dimensão Fabril. – Pois sim! “res.ga.tá-los”. Se o tapete tivesse olhos, provavelmente estariam como os do árabe, ao observar a âncora caindo no infinito. Aguardavam o barulho da colisão entre o metal e alguma superfície. – Capitão Brogo, muito prazer. Póvery, Varu, Maldivo, Say? Ande, pequeno demônio. – Ande para onde? – Diga logo de quem és filho, ó, alma perdida. – Não direi. – Ele é filho da Luz, do Sol, capitão. Deixe-o subir a bordo. – Filho de Kahl? Ela não foi condenada pelo juiz Laika? Como podes ter certeza, Naya? – Naya? … Tapete…, é a nossa Naya. A Naya que conheci em Bruqueosnav… Uma pequena ondulação no carpete derrubou o entusiasmado forasteiro. – Eu não sabia que você havia abandonado os Filhos da Luz de Majoris? – E você não abandonou a Casa do Sol também? Estamos os dois juntos, novamente. O navio funcionava como uma coletora de desviados. Os indivíduos eram educados e enviados ao tribunal GMT para trabalhos burocráticos. Os mais novos tinha BabaBoom como destino. – Estou em trabalho missionário, Rad. Venho ensinar a primeira língua para que possam se libertar deste lugar horrível, de um destino terrível. O direito à educação foi uma excelente contribuição da dimensão T. E graças aos protocolos, posso trazer o conhecimento comigo. Qual a sua embaixada? – … Minha embaixada? – É… não veio a trabalho? – Vim… Claro. Pois é, eu… O capitão, e toda sua equipe de droides, trabalhavam para enviar os “relatórios sombrios”. A temperatura subia a cada momento da conversa. – Sol Neon à vista, tragam-me a agulha… – Estamos sendo atraídos por alguma gravidade paralela. Vejo que trouxe Almisk e Oasis, podemos precisar… – O que aconteceu com a sua voz? – Não consigo usá-la daqui.
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DIREITO HUMANO 26 O DIREITO A EDUCACAO. 26.05.2020
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