Paredes finas caem melhor. A sala tinha espaço suficiente para esticar o corpo no chão, no escuro. Começaria mais uma obra. Arte delicada do flagelo em vergalhões expostos. Tijolo cru, cimento por cima. Massa não seca em superfície porosa. De manhã, a unha cravada no quase reboco. Uma a menos por ela, por ele. Eles, deles, delas. Mais uma vez não sobrou; Um “n”, um “a”, um “d” e um “a”. O prazer em erguer e derrubar. A violência de quem come em solidão. Arromba embalagens e cospe migalhas. Tudo é miniatura, cópia idêntica e diminuta… coleção. É real, autoral. É onde cabe. É uma olhada sem mirar. É eita atrás de vixe. Embalagem de sim, produto de não. Azar.
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DIORAMA. 29.10.2020
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